
Na forma gráfica da apresentação dos ensinamentos da roda da vida, avydia [dualidade] tem por símbolo a imagem de um cego. O cego surge porque, quando uma forma de reconhecimento da realidade se oferece através do processo de avydia, cessa naquele momento todas as outras formas de experimentar a realidade.
Ou seja, ficamos cegos justamente por ver. Quando vemos algo, o fazemos sob certas condições; por aceitar essas condições, excluímos outras possibilidades, ficamos cegos, aprisionados a visões limitadas, sem perceber que isso está ocorrendo.
[...] Ver de forma dual é cegar-se. No Surangama Sutra o Buda diz: "Quando abre os olhos e tem a experiência de ver um mundo circundante, você é um cego contemplando a névoa de sua mente".
Lama Padma Samten, em "A Jóia dos Desejos".
Postado originalmente aqui!
Obrigada amigo...
ResponderExcluirOutro dia ouvi uma palestra sobre avydia, dualidade... esse texto veio complementar.
Tudo no mundo não é o que parece ser...! Mas toma a cor que a gente pinta...
Daí o cuidado, o silêncio, o "cegar-se" para ver...bjs Tânia.
Exatamente Tânia, por isso que quem olha para fora sonha, e quem olha para dentro de si, acorda! bjo.
Queridooooo, que legal saber quem gente boa acompanhando o caso e torcendo por todos nós!
ResponderExcluirLegal conhecer o Aqui e agora, coisa boa. Vou tentar acompanhar de vez em quando! Tô fazendo meu TCC, por isso ando numa correria, mas realmente os ensinamentos budistas me ajudam sempre e muito a relaxar e não entrar em stress.
Abraço.