“Não siga o passado, não se perca no futuro. O passado não existe mais, o futuro ainda não chegou. Observando profundamente a vida como ela é, aqui e agora, é que permanecemos equilibrados e livres. (Bhaddekaratta Sutta) "
domingo, 2 de agosto de 2009
Partilhe uma refeição em silêncio
Você vai se surpreender ao descobrir como se torna mais intenso o sabor da comida e como o sons são mais nítidos quando se escolhe partilhar uma refeição em silêncio. Numa reação automática, você vai come mais devagar, saboreando verdadeiramente os alimentos, sentindo sua textura, aspirando seu aroma, ouvindo novos sons que a conversa em geral encobre.
A ausência de comunicação verbal obriga você a usar diferentes circuitos associativos para “fala” e decifrar o que está sendo “dito”.
Extraído do livro “Mantenha o Seu Cérebro Vivo” de Lawrence C. Katz.
Experienciamos isto nos sesshins (retiros), praticando as refeições em plena atenção, em silêncio (quase) absoluto. É mágico!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
De coração a coração
terça-feira, 21 de julho de 2009
Após o canto do pássaro

"Antes que a chuva pare podemos ouvir o trinar de um pássaro. Mesmo sob o peso da neve vemos campânulas brancas e alguns rebentos". Shunryu Suzuki.
Certo dia, o mestre I-tuam tinha acabado de tomar o seu lugar para dar início à palestra do Dharma quando, lá fora, um pássaro começou a cantar. O mestre nada disse, e todos se puseram a ouvir o canto do pássaro. Quando o canto parou, o mestre anunciou simplesmente que o sermão já havia sido proferido e foi embora. (Extraído do livro "O Espírito do Zen" Allan Watts)
"O Zen é o sutil em oposição ao óbvio; a insinuação em oposição à afirmação".
quinta-feira, 16 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Como manter a mente desperta em seu dia-a-dia
"Paz a Cada Passo"
Vinte e quatro horas novinhas em folha
“Todas as manhãs, quando acordamos, temos vinte e quatro horas novinhas em folha para viver. Que dádiva preciosa! Temos a possibilidade de vi¬ver de uma forma que essas vinte e quatro horas tragam paz, alegria e felicidade a nós mesmos e aos outros.
A paz está presente aqui e agora em nós mesmos e em tudo o que fazemos e vemos. A questão é estar ou não em contato com ela. Não precisamos fazer uma longa viagem para admirar o azul do céu. Não precisamos sair da cidade ou sequer da nossa vizinhança para apreciar os olhos de uma linda criança. Até mesmo o ar que respiramos pode ser uma fonte de alegria.
Podemos sorrir, respirar, caminhar e fazer nossas refeições de uma forma tal que nos permita entrar em contato com toda a felicidade que existe a nosso dispor. Somos muito bons na preparação para a vida, mas não o somos na vida em si. Sabe¬mos sacrificar dez anos em troca de um diploma e nos dispomos a trabalhar duramente para obter um emprego, um carro, uma casa e assim por diante. Temos, porém, dificuldade para nos lembrar¬mos de que estamos vivos no presente momento, o único momento que existe para estarmos vivos. Cada respiração, cada passo pode estar repleto de paz, alegria e serenidade. É necessário apenas que estejamos despertos, vivos no momento presente.
Este pequeno livro se propõe a ser como o toque de um sino para despertar a consciência, um lembrete de que a felicidade só é possível no momento presente. É claro que planejar o futuro faz parte da vida, mas mesmo o planejamento só pode acontecer no momento presente. Este livro é um convite para uma volta ao momento presente e para a descoberta da paz e da alegria. Nele apresento algumas das minhas experiências e uma série de técnicas que podem ser úteis. Mas, por favor, não esperem o final do livro para encontrar a paz. A paz e a felicidade estão em cada momento. A paz é cada passo. Caminharemos de mãos dadas. Bon voyage”.
Do livro “Paz a cada passo. Como manter a mente desperta em seu dia-a-dia” de Thich Nhat Hanh.
terça-feira, 14 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
A vida tal como ela é
Cena curiosa extraída do filme "O Curioso Caso de Benjamin Button", quando uma série de eventos sem controle vão ocorrendo até culminar em um acidente.
A cena mostra claramente como que em certas circunstâncias da vida, em que nós nos encontramos em rota de colisão, na qual não temos controle algum; ...quando um fato leva a outro, e uma série de eventos acontecem em efeito dominó... como se estivéssemos sendo levados pela correnteza naquele momento da "roda da vida", então, nesta hora a lei do karma mostra sua força, quando encontra "causas e condições" favoráveis...
Aliás o filme é ótimo, não deixe de assistir!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O que é preciso para ser feliz?

Um velho monge zen foi certa vez convidado para ir até a corte do rei mais poderoso daquela época.
-Eu invejo um homem santo que se contenta com tão pouco, disse o rei.
-Eu invejo Vossa Majestade, que se contenta com menos que eu - respondeu o monge zen.
Como você me diz isto, se todo este reinado me pertence? - disse o rei, ofendido.
Justamente - falou o velho monge. Eu tenho a música das esferas celestes, tenho os rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a lua e o sol, porque procuro a pura prática no caminho da simplicidade. Vossa Majestade, porém tem apenas este reino.
Conto Zen.
domingo, 5 de julho de 2009
Bolos de painço

Um dos grandes barões do Japão ocidental foi visitar o Mestre zen Hakuin e pedir instrução. Acontece que uma aldeã tinha trazido alguns bolos de painço para o mestre exatamente ao mesmo tempo. Hakuin pegou imediatamente os bolos e ofereceu-os ao barão.
Acostumado a alimentação opulenta, o barão nunca comera painço. Por isso, não foi capaz de aceitar os bolos simples da camponesa.
Observando isso, Hakuin repreendeu-o dizendo:
“- Força-te a comer; conhecerás assim a miséria da gente comum. O meu ensino não é senão isto”.
Extraído do livro: “Novos Contos Zen” – Thomas Cleary.
Postado originalmente no Espírito do Tai chi.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
O MONGE E O ESCORPIÃO

Amar seu ofensor é uma questão de natureza.
Ninguém pode dar aquilo que não possui.
Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
— Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: — Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.
Este conto nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e compaixão ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.
Conto budista.
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