quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Koyaanisqatsi - Life Out Balance



Koyaanisqatsi (1983) é o primeiro filme da trilogia “QATSI” que representa um dos mais originais e empolgantes momentos da História do Cinema. Concebidos ao longo de 20 anos e produzidos por cineastas de renome como Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Soderbergh, estes três filmes vanguardistas e não-narrativos (sem diálogos), refletem sobre a condição do homem no mundo moderno. A música de Philip Glass alia-se às imagens de forma perfeita e o resultado é simplesmente uma das mais enriquecedoras experiências audiovisuais que já pude assistir. Este foi o único filme que tive a oportunidade de assistir até agora que mostra como o mundo foi evoluindo rumo ao que conhecemos hoje como "contemporaneidade", ou como modernidade, para os que preferirem. Quando mostra ao que chegamos, o ritmo frenético das grandes metrópoles, seria impossível não refletir sobre tudo que aí está e a ordem que acabamos por naturalizar na vivência ofegante de nossas rotinas.

SINOPSE
A sensação de que a vida moderna e civilizada cada vez mais contribui para afastar o ser humano do seu rumo interior levou o estudioso do zen-budismo e cineasta Godfrey Reggio a filmar durante sete anos, estados da vida que, imperceptíveis à cegueira tecnológica do ser humano, tentam explicar por que nossas vidas estão ‘fora do rumo’. Sem roteiro e com orçamento limitado, a ideia de fazer um documentário que expusesse os problemas modernos só com música e imagem, atraiu o apoio de cineastas de peso como Coppola e George Lucas, o que garantiu a qualidade das imagens e maior fidelidade às ideias originais. Não há diálogos nem narrativa durante o filme, recursos deliberados para chamar nossa atenção para coisas que vemos todos os dias, mas sem que as enxerguemos em seu significado mais profundo.




O objetivo da trilogia, numa maneira limitada, foi mostrar um espelho da vida assim como ela é, numa via muito rápida.” (Godfrey Reggio, diretor, sobre a trilogia).

4 comentários:

rosana disse...

Belas imagens. Fortes, densas e por vezes até constrangedoras. Assim também a música, que reverbera na alma de quem ouve, não só com os ouvidos, mas muito mais com o coração.
Rosana.

Ton disse...

Se o modo de vida daquele tempo - 26 anos atrás - já era não "auspicioso", hoje tenho saudades de um tempo quando não havia e-mail, internet e celular. Como será daqui em 2.035?

Ton

pão e poesia disse...

Olá!
Tenho visitado seu blog e gostado muito. Iniciei o meu no dia 1 de dezembro, com o objetivo de organizar meus pensamentos:
semtempoaperder.blogspot.com. A experiência tem sido boa.
Um abraço.
Monica

sebastianvalle disse...

Sensacional clássico.
Outro filme feito na mesma linha é o inspirador BARAKA.
Mostra religiões, Natureza e a loucura humana. Recomendo.

Meu blog sobre meditação também recomenda alguns filmes.Dê uma olhada quando puder. Obrigado.
http://sebastianvalle.wordpress.com/