sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Os 5 Principais Arrependimentos de Pacientes Terminais


Bronnie Ware trabalha com pacientes perto do fim da sua vida – pacientes terminais. Neste post, ela escreve sobre os principais arrependimentos que vieram à tona aos seus pacientes em seu leito de morte. Os cincos principais seguem abaixo:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim, e não a vida que os outros esperavam de mim.

Este foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinham honrado a metade dos seus sonhos e morreram sabendo que era devido às escolhas que fizeram, ou deixaram de fazer.

É muito importante tentar realizar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que poucos percebem, até que já a não têm mais.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

Isto veio de todos os pacientes do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam o crescimento de seus filhos e o companheirismo do parceiro. As mulheres também citaram este arrependimento, mas como a maioria era de uma geração menos recente, muitos dos pacientes do sexo feminino não tinham sido chefes de família. Todos os homens que eu acompanhei se arrependeram profundamente de passar tanto tempo da sua vida com foco excessivo no trabalho.

Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não ter que precisar de um salário tão alto quanto você acha. E criando mais espaço em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, mais adequado ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

Muitas pessoas resguardaram seus sentimentos para manter a paz com os outros. Como resultado, tiveram uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de ser. Muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam, como resultado.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam reagir quando você muda a maneira de falar com honestidade, no final a relação fica mais elevada e saudável. Se não ficar, é um relacionamento que não vale a pena guardar sentimentos ruins. Você ganha de qualquer maneira.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

Muitas vezes os pacientes terminais não percebiam os benefícios de ter por perto antigos e verdadeiros amigos até a semana da sua morte, e nem sempre foi possível encontrá-los. Muitos haviam se tornado tão centrados em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro se diluirem ao longo dos anos. Havia muitos arrependimentos por não dar atenção a estas amizades da forma como mereciam. Todos sentem falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum que qualquer um, em um estilo de vida agitado, deixe escapar amizades. Mas quando você se depara com a morte se aproximando, os detalhes caem por terra. Não é dinheiro, não é status, não é posse. Ao final, tudo se resume ao amor e relacionamentos. Isso é tudo o que resta nos dias finais: amor.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

Este é surpreendente. Muitos não perceberam, até ao final da sua vida, que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto”. O medo da mudança os faziam se fingir aos outros e a si mesmos, enquanto lá no fundo ansiavam rir e ter coisas alegres e boas na vida novamente.


Vida é escolha. A vida é SUA. Escolha com consciência, com sabedoria, com honestidade. Escolha ser feliz.

13 comentários:

Gilvaldson (Vado) disse...

Olá sou assinante de teu blog e venho agradecer o belo texto recebido, tenho também um pequeno blog (http://vadoaju.blogspot.com/), e postei o mesmo lá fazendo referencias ao teu. Parabéns

Adriano disse...

Acredito que a felicidade tem tudo haver com a paz. Se temos paz, temos felicidade. E tendo os dois os 5 principais arrependimentos deixam de existir. As constatações são com toda certeza verídicas, mas não me dá ainda forças para uma escolha consciente de um caminho de paz nesse mundo tão caótico e desprovido de simplicidade e espiritualidade. Retiros? Confinamentos? Concentração? Zazen? Estar a márgem? Qual o caminho? O Budismo nos moldes ocidentais, tem me ajudado muito. Mas ainda não me sinto em paz...

Alessandro Nóbrega disse...

Parabéns pelo texto. É um alerta para mudarmos nosso estilo moderno de vida, que por ser moderno não significa ser bom. O amor será sempre a solução. Amor a vida, a si mesmo e aos que estão próximos. Vivenciar de forma muito presente este amor. Aqui e agora.

Amanda Menezes disse...

Fantástico, eu acompanho o blog por e-mails e vem me fazendo um bem incalculável , sinto imensa gratidão pela sua existência.

ronaldo disse...

Leitura magnifica, estou passando por um momento muito delicado e é com este tipo de leitura que nos tras conforto.A paz interior e tudo que precisamos para viver felizes.

Parabéns.

Prescrição de Poesia disse...

Eu sou médica e trabalhocom doentes em fase final de vida (os chamados pacientes terminais) e tudo isso é a mais pura verdade. Infelizment,e é muito mais frequente do que a gente gostaria..portanto, sejam felizes. Por que no fim da vida, vai ser assimm..só o amor importa. E o tempo? Este se vai muito rápido mesmo.

Maria Valéria disse...

linda reflexão. sou médica com formação em hematologia. embora não atue mais como hemato, já segui muitos pacientes terminais, e amei seu texto!!!
beijão

ralleirias disse...

Descobri teu blog por acaso, tuas postagens são ótimas, grato pelo belo trabalho.

Leila Kerber disse...

O maior desafio é conhecer-se. Estamos materializados para isso. E a libertação da matéria se dá pelo profundo mergulho em si. Enquanto houver medo de descobrir o que se tem dentro de suas profundezas, não haverá mudança,tão pouco saberá dos próprios tesouros que enriquecerão a Vida.

Vidinha disse...

Gostei muito do teu blog.
Muito bom se não fosse preciso chegar ao fim pra descobrir isso.

Angela disse...

Olá!
Adorei! com a sua licença vou postá-lo no meu orkut e facebook, pois acredito que muitas vezes precisamos de textos como esse.
Parabéns!
Muita paz nesse ano que já vem.
Não deixarei de fazer as devidas referências.
Angela

Anônimo disse...

Ola sou enfermeira intensivista e estou sempre com pacientes neste estagio tão delicado que é o terminal, moro em curitiba/PR. Fiquei maravilhada com o teu texto, meu irmão me enviou por email. Que Deus abençoe sempre a sua vida e que vc possa estar iluminando as nossas.Meu nome Denise

Segunda disse...

Vlw,é isso aee!!